terça-feira, 22 de novembro de 2011

Asfixia do passado.


Sem explicação e sem sucesso
procuro traços do meu passado.
Não que eu não me deleite do presente
mas minh'alma precisa de alimentar.

Sem coração e sem remorço
descarto os destrossos que restam
de algumas lembranças
e sem piscar, tento não olhar pra trás.

Sem exagero e sem medo
penso em recuperar todos os lapsos enterrados
e no final, o que eu quero mesmo é a asfixia,
o que eu quero mesmo é me afogar.

Camylla Moury.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sociologia do Teatro.


O Teatro enquanto linguagem artística, torna mais evidentes os sistemas das relações sociais. Também é a estilização das paixões humanas para além da linguagem verbal, que foi tema de estudo de Jean Duvignaud(sociólogo, dramaturgo, crítico, ensaísta, e antropólogo).
O Teatro, também chamado por Duvignaud de 'metáfora da sociedade', que possibilita a representação de papéis e status ao qual não pertencem de fato aos atores, onde a platéia pode se identificar com os papéis representados. A representação do personagem se torna uma espécie de apropriação da substância social.
Numa perspectiva sociológica, o teatro é a incessante alternância entre os gêneros e na compreensão do outro na anomia, dos contrastes, dos conflitos das existências
múltiplas, sucessivas, através da representação.
A partir do teatro podemos fazer uma análise de como as formas de criação, a participação do público e os modos de representação estão comprometidos na trama da vida social e que, portanto, não devem constituir um epifenômeno, um simples reflexo da realidade coletiva; o que está aqui em jogo é que a prática do teatro depende do grau de sua inserção em um tipo de sociedade, do papel que desempenha e da qualidade da visão de homem/mundo que carrega; o teatro emerge aqui como um instrumento de provocação, uma solicitação para a ação social; o espetáculo pode modificar a relação do espectador com o mundo.
O espetáculo põe em dúvida a realidade estabelecida. Portanto, pode-se conceber a prática social do teatro em seus múltiplos aspectos ‘constituidores’ de uma totalidade que põe em jogo a própria totalidade da vida social e de suas instituições e que permitem captar os nexos existentes entre a estética e a vida social, a criação artística e a trama da existência coletiva.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Eu, amante de você.

Eu tentei evitar de todas as maneiras,
e hoje meu lugar é entre suas pernas.
Eu tentei fingir que passou despercebido,
e agora percebi que sem você eu não vivo.
Hoje eu não saberia ficar sem seus beijos,
já me acotumei com tua voz, com teus anseios.
Eu encontro a paz no teu abraço,
e com vc criei o mais belo laço.
Hoje você é meu único querer,
e eu, uma simples amante de você!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Eu vivo.

Vivo de conceitos e princípios tortos,
inbutidos no cárcere da minha mente.
Vivo de praticar o desapego,
e com um sorriso desconte.
Vivo à procura dos mestres,
das melhores razões e respostas.
Vivo do sague das veias dos outros,
de ideias utópicas, de vaidades mortas.
Vivo pensando, questinando a filosofia,
lendo livros ruins, fazendo poesias.
Vivo buscando longas conversas,
querendo ver o tempo passar...
Vivo de querer amor!
Vivo de querer amar!

- Camylla Moury.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Aproveite o silêncio.

Aproveite o silêncio, e olhe para o céu.
consegue ver que ele já foi mais limpo?!
A reciproca já não é verdadeira,
eu não vejo mais você sorrindo.
Por que agora eu finjo me importar
quando na verdade nunca me preocupei?
Talvez comparações tenham me feito pensar
no papel que um dia em sua vida representei.
Não quero restos, não quero suas migalhas,
coma seu pão, e não deixe sequer um farelo.
E de tudo que já nos aconteceu nesse tempo,
não consigo sentir mais aquele antigo elo!
Olhando para você eu me calo,
e com meu olhar, vejo se te íntimido.
Por mais que você tente, eu não falo!
Aproveite o silêncio, querido.


- Camylla Moury.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Uma Florbela Espancada.

Talvez como Florbela eu viva desolada,
à espera da velha luz...
e seus medos e anseios me foram passados.
Talvez como Florbela, eu seja lembrada;
Uma moça que não se sabe ao certo
se não conheceu o amor,
ou se amou até demais e sozinha.
Talvez como Florbela eu tenha sonhos de liberdade,
mas desfrute de paixões aventureiras,
até o dia em que me canso de todas elas.
Talvez como Florbela minh'alma esteja fadigada,
e seja muito velha para meu jovem corpo que
já não aguenta mais certas sobrecargas.
Quem sabe como Florbela, eu tenha aprendido a ser só,
mesmo com tantos apegos.
E os versos, assim como para Florbela,
a saída para o meu desespero.


- Camylla Moury.

Meus Poemas.

As horas passam,
e eu fico pensando...
Fazendo rimas, criando casos,
dando vida às ideias.
O papel se enchendo de palavras,
certezas ou coisas sem sentido.
Um café, um cigarro, e o som ligado...
Minha mente trabalhando em prol do espírito.
Sentimentos que não cabem mais na alma...
Velhas angústias, antigos recados,
coisas de um passado sempre lembrado.
Os meus poemas são todo o meu legado.


- Camylla Moury.