sábado, 19 de dezembro de 2009

Eu vivo.

Vivo de conceitos e princípios tortos,
inbutidos no cárcere da minha mente.
Vivo de praticar o desapego,
e com um sorriso desconte.
Vivo à procura dos mestres,
das melhores razões e respostas.
Vivo do sague das veias dos outros,
de ideias utópicas, de vaidades mortas.
Vivo pensando, questinando a filosofia,
lendo livros ruins, fazendo poesias.
Vivo buscando longas conversas,
querendo ver o tempo passar...
Vivo de querer amor!
Vivo de querer amar!

- Camylla Moury.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Aproveite o silêncio.

Aproveite o silêncio, e olhe para o céu.
consegue ver que ele já foi mais limpo?!
A reciproca já não é verdadeira,
eu não vejo mais você sorrindo.
Por que agora eu finjo me importar
quando na verdade nunca me preocupei?
Talvez comparações tenham me feito pensar
no papel que um dia em sua vida representei.
Não quero restos, não quero suas migalhas,
coma seu pão, e não deixe sequer um farelo.
E de tudo que já nos aconteceu nesse tempo,
não consigo sentir mais aquele antigo elo!
Olhando para você eu me calo,
e com meu olhar, vejo se te íntimido.
Por mais que você tente, eu não falo!
Aproveite o silêncio, querido.


- Camylla Moury.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Uma Florbela Espancada.

Talvez como Florbela eu viva desolada,
à espera da velha luz...
e seus medos e anseios me foram passados.
Talvez como Florbela, eu seja lembrada;
Uma moça que não se sabe ao certo
se não conheceu o amor,
ou se amou até demais e sozinha.
Talvez como Florbela eu tenha sonhos de liberdade,
mas desfrute de paixões aventureiras,
até o dia em que me canso de todas elas.
Talvez como Florbela minh'alma esteja fadigada,
e seja muito velha para meu jovem corpo que
já não aguenta mais certas sobrecargas.
Quem sabe como Florbela, eu tenha aprendido a ser só,
mesmo com tantos apegos.
E os versos, assim como para Florbela,
a saída para o meu desespero.


- Camylla Moury.

Meus Poemas.

As horas passam,
e eu fico pensando...
Fazendo rimas, criando casos,
dando vida às ideias.
O papel se enchendo de palavras,
certezas ou coisas sem sentido.
Um café, um cigarro, e o som ligado...
Minha mente trabalhando em prol do espírito.
Sentimentos que não cabem mais na alma...
Velhas angústias, antigos recados,
coisas de um passado sempre lembrado.
Os meus poemas são todo o meu legado.


- Camylla Moury.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Guerreiros das calçadas.

As pessoas não veem mais o que acontece em sua volta.
As cabeças que descansão nas calçadas não despertam indignação.
Nos rostos cansados expressões de revolta.
Onde foi parar a bondade que sumiu do coração?
A pobreza vai crescendo parceira da desigualdade...
Até quando vamos fechar nossos olhos e fingir?!
O tempo passa e continuamos omissos à realidade,
Nossos irmãos estão nas ruas, e já não sabem mais sorrir.
Na miséria, com os pés descalços eles sobrevivem,
Invisíveis e sozinhos à espera do amor do mundo,
Tendo como único apoio, a loucura e a fé,
E de noite, quando deitam, um desespero profundo.
Quando é que a sociedade alienada vai acordar?!
Enquanto os mendigos não conseguem dormir...
Sentindo frio e fome, que nem tão cedo vão passar,
Pensando nas injustiças que não deixam de existir.
Não deixemos o nosso povo humilde esmurecer,
Vamos estender nossas mãos para o irmão,
Daremos à ele toda beleza que os olhos podem ver,
Os nossos guerreiros são dignos de admiração.

- Camylla moury.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Meu Bem.

Oi Meu Bem, ontém sonhei com você.
Eu estava num lugar cheio de pessoas estranhas, me sentia muito perdida, e aí escutava a sua voz dizendo bem baixinho no meu ouvido: ''Estou aqui, estarei sempre aqui.'' E quando eu olhava para o lado, via aquele seu sorriso de quando você me olha e eu já entendo tudo, sem precisar que seja dita sequer uma palavra.
Acordei intrigada, me perguntando o por quê que até em sonho você me passa segurança.
Sei que achas que eu nunca me importei de verdade com seus sentimentos, e com certeza deve pensar outras coisas das quais eu nem tenho conhecimento. Mas saiba que eu dou toda importância ao que você sente, e por isso mesmo preferi pôr um fim no que existia entre nós.
Eu havia lhe dado tudo o que eu podia, e percebi que era pouco para o que você desejava e principalmente merecia de mim.
Fiz o que fiz para evitar mais sofrimento de ambas as partes, porque você sabe como eu ficava mal por não poder me dar mais à você, e não querer cobranças quanto à isso.
Sim, eu sinto sua falta, seu carinho me fazia muito bem. Mas eu não vou voltar atrás na minha decisão novamente como já fiz algumas vezes, tanto por mim, como principalmente por você, pois eu sei quanto que esperar por mim estava lhe fazendo mal.
Só quero que você nunca esqueça da minha admiração por ti, e que em nome das coisas boas que vivemos juntos, eu sempre lhe chamarei de ''Meu Bem'', porque 'bem', foi tudo o que você me fez.

- Camylla Moury.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Indiferença traiçoeira!

Com o tempo, não sei se por conformismo ou por não me importar mesmo, eu fui adquirindo uma indiferença muito grande com relação ao que eu sinto e às ações que levam à isso, e que as outras pessoas normalmente dão muito valor. Pois é, eu não dou.
Ando trabalhando em mim uma filosofia de vida que é baseada na produtividade, logo, o que não me é produtivo, eu descarto.
Acontece que por mais que a indiferença ajude para que eu não dê importância ao que não vale à pena, uma hora, de tempos em tempos, sou pega de surpresa tendo umas sensações negativas reagentes de algo que me aconteceu. O mais intrigante é que além disso acontecer no máximo duas vezes ao ano, eu só sinto quando não tenho motivo ou moral nenhuma para sentir, o que faz com que eu fiquei muito mal. Talvez por ser tão raro e em horas indevidas e injustificáveis que esse sentimento me aparece, o motivo de eu não saber lidar com isso.
Fico perdida e muito angustiada.
Posso até dizer que é uma das piores sensações que eu tenho, quiçá a mais cruel, por não haver razões para ela existir.
Vejo nisso uma fraquesa inadmicível da minha parte, logo eu, que sempre soube o que fazer, mesmo quando não tem o que ser feito. Olho para as coisas que escrevo e me dou conta de que falo sobre sentimentos que não conheço. Eu escrevo sobre a vida dos outros, essa é a verdade.
E o único sentimento que de vez em quando, muito dificilmente resolve me aparecer, não me pertence, e nem tem o direito de estar em mim.


- Camylla Moury.